A neurociência do livre-arbítrio

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Há milênios o ser humano teoriza acerca da obscura relação entre mente e cérebro! Basicamente, duas linhas de pensamento filosófico absolutamente antagônicas se posicionam diante do tema: as escolas de pensamento dualista monista. Leia sobre a neurociência do livre-arbítrio.

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A neurociência do livre-arbítrio
O nosso pensamento é livre?

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Livre- arbítrio! Há milênios o ser humano teoriza acerca da obscura relação entre mente e cérebro. Basicamente, duas linhas de pensamento absolutamente antagônicas se posicionam diante do tema…

A primeira, que fundamentalmente tem sua origem nas ideias de Platão, é concebida a partir da visão dualista, ou seja, acredita na separação entre a mente e o cérebro, colocando a psique como o elemento que motiva as condutas e ações de cada indivíduo. A partir desse ponto de vista, entende-se o ser como responsável e dono de suas escolhas, uma vez que o cérebro funcionaria como maquinaria para uma entidade externa (comumente denominada alma).

[/column]A outra escola de pensamento, intitulada monista, não entende a mente como exterior, mas como produto da atividade cerebral, indo contra a ideia de cérebro como hospedeiro da mente. De acordo com esta perspectiva, as motivações e ações de cada indivíduo são fruto de complexas relações neuronais, de maneira que mesmo a percepção do sujeito como agente definidor de condutas é fantasiosa.

As pesquisas científicas das últimas décadas têm demonstrado resultados que objetivamente abalizam a teoria monista, principalmente impulsionados pelo revolucionário trabalho conduzido por Benjamin Libet na década de 70. Neste, o neurocientista estadunidense demonstrou atividade elétrica cortical em área motora específica, até 500 milissegundos antes que o sujeito tivesse o desejo consciente de realizar aquela atividade determinada, chegando à conclusão que processos neuronais inconscientes precedem e possivelmente são determinantes na realização de atividades voluntárias que retrospectivamente são percebidas como conscientemente motivadas.

Aqueles favoráveis à linha dualista questionam a validade dos métodos empregados nas pesquisas e, principalmente, a implausibilidade dos dados para justificar toda a complexidade do comportamento humano.

E você, é dono de si mesmo ou um produto do cérebro?

Autor: Rodrigo Bueno

2 COMENTÁRIOS

  1. Bem, acho que muitas vezes somos guiados pelo cérebro e agimos por impulso, esse momentos de impulso penso que é nada mais que realmente o o cérebro que nos comanda!Acho que sou um produto do cérebro!

  2. Eu sou unidade, quando dividido sou o conjunto, assim como o branco é a cor da unidade de todas as luzes.

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