Boas memórias ajudam no controle da depressão

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O poder curativo da memória: em um experimento baseado na reativação artificial de lembranças formuladas a partir de experiências positivas, pesquisadores descobriram que é possível suprimir os sintomas da depressão induzida pelo estresse.

Sobre o estudo

A questão é: como uma memória positiva pode suplantar uma negativa? O estudo foi realizado da seguinte maneira: através da engenharia genética, foram criadas cobaias nas quais células da memória, localizadas em uma área denominada giro denteado, poderiam ser desligadas assim que formadas. Depois, seria possível reativá-las por meio da emissão de uma luz azul através de fibra ótica, implantada lá mesmo no giro denteado.

Em outras palavras, as células da memória construídas com base na experiência anterior e que estavam “adormecidas” poderiam, então, ser religadas.

Para testar, cobaias machos foram colocadas em contato com fêmeas e, por consequência, criaram a memória desse evento. Depois disso, os machos foram submetidos a uma situação estressante que os levaram a um estado de depressão. Nesse momento, a luz azul foi utilizada para estimular as células da boa memória (relacionadas à experiência pregressa com as fêmeas).

A surpresa: uma ótima recuperação do estado depressivo a partir das memórias positivas religadas; além disso, por meio do mapeamento cerebral, mais duas áreas do cérebro que cooperam com o giro denteado foram catalogadas: BLA e NAcc.

Mas, e a longo prazo?

Para assegurar que a recuperação de boas memórias pudesse ser persistente, os pesquisadores aplicaram a luz azul por mais de cinco dias.

O resultado: os ratos ficaram ainda mais resistentes às memórias negativas relacionadas ao estado depressivo induzido pelo estresse. Armazenar memórias positivas poderia então ser uma boa maneira de combater os danos cerebrais induzidos pelo estresse no comportamento.

É uma descoberta que poderá ajudar no tratamento futuro dos distúrbios do humor. Os autores afirmam que, mesmo assim, ainda é preciso cautela. De toda forma, uma pesquisa que pode inovar nas abordagens relacionadas ao problema.

VIAScience Daily
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Daniela Malagoli
Graduada em Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mestranda do Programa da Pós-Graduação em Tecnologias, Comunicação e Educação (Faculdade de Educação) da UFU. Apresentadora de telejornal, consultora de comunicação e colunista do Blog MeuCérebro.

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