Loira ou morena? Não se engane pelos olhos

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De vez em quando, imagens como esta circulam e viralizam na internet. Talvez porque as pessoas não imaginassem que a percepção estivesse tão sujeita à falhas de interpretação. Ilusão? Ver aquilo que se pretende mostrar ou ver aquilo que realmente pode ser detectado por nossos sentidos em um primeiro momento? O que está certo? O que está errado?

É preciso sempre estabelecer um referencial para normatizar a experiência. Claro que, do ponto de vista neurológico, utilizamos as características mais típicas em uma população tida como saudável. E acabamos transformando isso em verdade científica. Não vejo com maus olhos esta postura das pessoas ao longo do tempo, desde que não deixemos de olhar com curiosidade para o que venha a se intitular “diferente”.

Uma pequena experiência

Olhe fixamente para o ponto vermelho no nariz da mulher por 30 a 60 segundos e, em seguida, olhe para uma superfície totalmente branca e sem irregularidades. Pode ser um papel, um fundo branco na tela do computador ou mesmo uma parede à sua frente. Algo acontecerá “magicamente” e você descobrirá se a mulher da foto é de fato loira ou morena.

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Loira ou morena? Já tem a sua resposta?

Por que isso acontece?

Isso é algo bastante comum no dia a dia. Às vezes você nem se dá conta. A explicação está nos olhos e no cérebro. Acontece que as células da retina, localizada no fundo dos olhos, contém diversas células sensíveis à luz e às cores. Quando elas são estimuladas por luzes mais intensas ou imagens com muito contraste, a sensibilidade dessas células fica alterada por alguns segundos e a cor, ou o estímulo luminoso oposto, tende a sobressair. Como não deu tempo da retina retomar a sua condição fisiológica natural depois de uma estimulação mais intensa, o que pode durar cerca de 20 segundos, as informações passadas ao cérebro acabam sendo parciais.

Esse fenômeno é conhecido como pós-efeito negativo, e envolve um mecanismo de adaptação neurossensorial. Ele mostra como a percepção que construímos em relação ao mundo é totalmente dependente da nossa capacidade de coletar adequadamente as informações desse mesmo mundo.

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