A experiência dolorosa

2
2814

A dor é definida como uma “sensação desagradável e uma experiência emocional relacionadas a um dano tecidual presente ou potencial, ou descrito nesses termos”. A dor, experiência subjetiva, é sobretudo um evento neuropsicológico pluridimensional.

A dor é um fenômeno neurológico pluridimensional.
A dor é um fenômeno neurológico pluridimensional.

A dor é definida como uma “sensação desagradável e uma experiência emocional relacionadas a um dano tecidual presente ou potencial, ou descrito nesses termos”. A dor, experiência subjetiva, é sobretudo um evento neuropsicológico pluridimensional. Poderíamos falar em 4 componentes do processo doloroso:

  1. Componente sensorial-discriminativo: corresponde aos mecanismos neurofisiológicos da nocicepção, assegurando a detecção do estímulo e a análise das características qualitativas e temporoespaciais;
  2. Componente afetivo: expressa a conotação desagradável, incômoda, ligada à percepção da dor;
  3. Componente cognitivo: reflete um conjunto de processos suscetíveis de modular as outras dimensões, como os fenômenos de atenção, distração, sugestionabilidade, expectativa, referência a experiências do passado, vivenciadas ou observadas;
  4. Componente comportamental: corresponde ao conjunto das manifestações observáveis, sejam elas fisiológicas (parâmetros somatovegetativos), verbais (como queixas e gemidos) ou motoras (imobilidade, agitação, atitudes antiálgicas, dentre outras).
  Fonte: Cambier, J., Masson, M., Dehen, H.. Neurologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

 

COMPARTILHAR
Leonardo Faria
Neurocirurgião que atua na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Membro-sócio titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Idealizador e CEO do site Meu Cérebro.
avatar
2 Comentários
0 Respostas
0 Seguidores
 
Comentário mais popular
Comentário em alta
1 Comentários dos autores
Karina F. Comentários recentes dos autores
  Subscribe  
mais recente mais antigo mais votado
Notificar
Karina F.
Karina F.

Eu mencionei “entrevista” porque, pelo que eu li, o teste não é só para dor física. Então seria uma “entrevista” e estímulos físicos dolorosos enquanto é monitorada a atividade cerebral?

Karina F.
Karina F.

Curiosidade: como foi feito este estudo? Por meio de entrevistas com várias pessoas e monitorando a atividade cerebral enquanto elas respondiam?