Hormônio pode diminuir os prejuízos causados pelo Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

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Hormônio do crescimento pode melhorar significativamente o prejuízo social associado ao Transtorno do Espectro do Autismo em pacientes com uma síndrome genética específica.

Hormônio do crescimento pode melhorar significativamente o prejuízo social associado ao Transtorno do Espectro do Autismo em pacientes com uma síndrome genética específica. O estudo piloto foi realizado na Faculdade de Medicina Icahn no Monte Sinai e publicado no PubMed, um banco de dados público de temas biomédicos mantido pelos Institutos Nacionais de Saúde.

Os resultados do estudo incidem especificamente sobre o insulin-like growth factor 1 (IGF-1), traduzido para o português como fator de crescimento 1 semelhante à insulina, utilizado para tratar a síndrome de Phelan-McDermid (SPM), uma doença causada por uma deleção ou mutação do gene SHANK3 no cromossomo 22. Juntamente com atrasos do desenvolvimento e da linguagem e déficits das habilidades motoras, a maioria das pessoas com a SPM também apresenta um Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

O gene SHANK3 é um foco importante de pesquisa no campo devido ao seu papel essencial para o funcionamento das sinapses, os espaços entre as células nervosas que “decidem” se as mensagens continuam ou não ao longo das vias neurais que regulam os processos corporais. Enquanto a SPM é uma doença rara, a tecnologia genética avançada revelou-a como uma causa relativamente comum de TEA.

“O nosso é o primeiro ensaio controlado de qualquer tratamento para a síndrome de Phelan-McDermid”, diz Alexander Kolevzon, MD, diretor clínico do Centro de Autismo Seaver da Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai. “Como diferentes causas genéticas de Transtorno do Espectro do Autismo convergem para subjacentes vias de sinalização química comuns, os resultados deste estudo podem ter implicações para muitas formas de TEA.”

IGF-1 é um composto comercialmente disponível que promove a sobrevivência de células nervosas, maturação sináptica e plasticidade sináptica, esta conhecida como a capacidade das sinapses em aumentarem ou diminuirem ao longo do tempo, em resposta a aumentos ou diminuições da sua atividade. O composto é aprovado pela Food and Drug Administration  (FDA) para o tratamento da baixa estatura.

Transtorno do Espectro do Autismo
IGF-1: uma nova arma para combater o transtorno.

O estudo é o primeiro a sugerir que o IGF-1 é seguro, tolerável e associado à melhora significativa tanto do prejuízo social como também de comportamentos restritivos (fascínio por determinado assunto ou atividade; forte apego a um objeto específico; preocupação com partes de um objeto ao invés de todo ele; preocupação excessiva com o movimento ou com as coisas que se movem) em pessoas com SPM, disseram os autores do estudo.

Em modelos animais, o IGF-1 foi capaz de reverter disfunções da plasticidade sináptica e déficits de aprendizagem motora. Estes estudos iniciais serviram de base para a pesquisa atual e os resultados fornecem suporte para o crescente esforço em desenvolver novos tratamentos e drogas afins, especificamente para tratar os sintomas nucleares do TEA.

Adaptação: Leonardo Faria

Fonte: goo.gl/olx7oO e goo.gl/0OQcOv

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Leonardo Faria
Neurocirurgião que atua na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Membro-sócio titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Idealizador e CEO do site Meu Cérebro.
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Fabiana Ferreira
Fabiana Ferreira

Rodrigo e Waldirene, também tenho um filho de 6 anos diagnosticado há quase 2 anos com Phelan Mc Dermid, mas acredito que os médicos sabem muito pouco sobre o assunto. Gostaria de me juntar a este grupo de whatsapp, vou procura-los no face.

Waldirene
Waldirene

Tenho uma filha de 10 anos,diagnosticada com Phelan Mc Dermid,existe algum projeto de teste com esses hormonios?

RODRIGO PRETTO BUSS
RODRIGO PRETTO BUSS

olá Waldirene, tambem temos uma filha com essa síndrome. Temos um grupo no whatsap com umas 15 mães com o mesmo problema, trocamos idéias, é muito bom, somos outra familia depois de conhecer estas pessoas. Você te face? podemos conversar mais e trocar experiências. Esse mês temos um encontro no RJ muito bom para tratarmos desse assunto.

abraço
RODRIGO PRETTO BUSS

lucileia siqueira dos santos
lucileia siqueira dos santos

Bom meu descoberta de autismo foi muito tarde pra ele tinham 5 anos mais pra mim entender não sabiam como recorrer, só sabia que não tinha curá hoje, ele tem 15 anos mais ele muito bonito sei que ele tem muitas vontade de ser igual os irmão, no mesmo tempo se isolar, não é fácil regredir eu à mãe dele com certa atitudes tenho que, ficar com psicológico, bem harmonioso não é fácil ninguém, e de ferro…