Uma pesquisa realizada com gêmeos mostra que fatores genéticos influenciam significativamente no desenvolvimento da insônia, especialmente em mulheres.

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Vários estudos já detectaram que as mulheres são mais propensas a sofrerem de insônia. (fonte: imgur.com)

59% para mulheres e 38% para os homens. Essa é a porcentagem de herança genética da insônia para ambos os sexos. Os resultados fornecem algumas das primeiras evidências formais sobre as diferenças sexuais em adultos, e podem ajudar na especificação do tratamento do problema.

A insônia – dificuldade em adormecer ou manter o sono, ou regularmente acordar mais cedo que o desejado, apesar de uma oportunidade propícia – afeta cerca de 30 a 35% da população, e a do tipo crônica (3 vezes por semana por 10 meses, pelo menos) atinge 10% dos adultos, de acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono.

Foi utilizado um enorme banco de dados envolvendo 7500 participantes; os sintomas relacionados à insônia puderam ser amplamente avaliados. Este foi o primeiro estudo a examinar as influências genéticas e ambientais sobre os distúrbios do sono em adultos. Mais um argumento científico a apoiar a ideia de que as mulheres estão realmente mais propensas ao problema.

Sobre o Mentor

Daniela Malagoli

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mestre em Comunicação Pública da Ciência, também pela UFU. Atualmente é mentora de comunicação para profissionais de saúde e jornalista do site Meu Cérebro. Produz artigos científicos, reportagens e entrevistas com especialistas.

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