3 formas de tratar a depressão que não envolvem medicamentos

0
1751

Formas de tratar a depressão que não envolvem medicamentosPrecisamos falar de depressão, especificamente formas não medicamentosas de tratar a depressão. Considerada por alguns especialistas “o mal do século”, está aumentando de forma alarmante. São mais de 320 milhões de deprimidos no mundo, a maioria mulheres. Um crescimento de mais de 18% entre os anos de 2005 e 2015, segundo o relatório global lançado pela Organização Mundial da Saúde. O Brasil é o país com maior número de diagnósticos da doença na América Latina: 11,5 milhões.

Primeiramente, depressão não é frescura! É doença, transtorno: o indivíduo deprimido possui alterações químicas no cérebro. Os sintomas principais são tristeza recorrente, pessimismo, problemas com autoestima, desânimo, irritação e, nos casos mais graves, desejos de morte.

O tratamento precisa ser multidisciplinar e deve envolver também terapias não medicamentosas. Segundo especialistas da Clínica MeuCérebro, os tratamentos com medicamentos não se opõem à psicoterapia, mas são complementares. A opção combinada é inclusive a mais indicada nos casos mais graves.

Mas vamos às dicas da vez: abaixo, citamos três formas de tratar a depressão e que não são remédios.

Consulte um psicólogo

Procure um psicólogo

Primeiramente: se você tem preconceito quando alguém fala que faz consultas psicológicas, você não está só muito errado, mas muito atrasado. Assim como o médico, o psicólogo e outros profissionais da mente também salvam vidas.

O auxílio psicológico, no caso da depressão, ajuda o paciente a ter mais consciência do processo e promove sua reestruturação psicológica. Como em qualquer área, encontrar o profissional certo faz toda a diferença. O auxílio, inclusive, é prescrito por especialistas antes do início do uso de medicamentos estabilizadores de humor em pacientes diagnosticados com depressão.

Busque ajuda. Atualmente, muitas pessoas procuram esse suporte psicológico para prevenção e manutenção da saúde mental.

Pratique exercícios físicos

Pratique exercícios físicos para tratar a depressão

Você deve reservar 1 hora do seu dia para praticar algum exercício físico que goste. Se disser que essa hora não existe, você precisa repensar seu estilo de vida. Não é de hoje que diversas pesquisas atestam os benefícios dos exercícios físicos para a saúde. Ainda assim, milhares de brasileiros estão sedentários. Mas não vamos desistir: seguiremos insistindo nesse assunto porque de fato o exercício físico faz muito bem para o cérebro.

Um estudo realizado com idosos mostrou redução dos sintomas depressivos, melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida dos participantes. Outra pesquisa também comprovou a melhora dos sintomas da depressão leve e moderada com a prática regular de exercícios físicos, pelo menos 30 minutos por dia.

Exercite o otimismo

Exercite o otimismo

Claro que a vida nem sempre é um mar de rosas, e nem teria graça se fosse. Mas a gente precisa se esforçar um pouco para tentar ser mais otimista. O que você prefere: ficar o dia todo reclamando ou tentar enxergar as dificuldades como lições de vida e oportunidades de crescimento pessoal? Já até comentamos por aqui que pensamentos negativos são muito comuns em pessoas com depressão e outros transtornos mentais.

Pensamentos negativos, além de deixarem a gente angustiado, triste, são capazes de criar caminhos mentais nocivos e limitantes. No entanto, é preferível pensar que as coisas vão dar certo, que a tempestade vai passar e soluções para os problemas surgirão. Claro que falar é simples, mas começar a praticar desde já o pensamento positivo vai torná-lo um hábito.

Tratar a depressão sem remédios: conclusão

Essas são apenas algumas formas de tratar a depressão sem remédios: consultar um psicólogo, praticar exercícios físicos e exercitar o otimismo. Existem várias outras. Por exemplo, certos tipos de alimentos, musicoterapia e praticar meditação mindfulness. Esta foi capaz de reduzir a incidência de depressão pós-parto.

Vale lembrar que a consulta médica é indispensável para o diagnóstico da depressão. Como dissemos antes, é um transtorno comum no mundo todo e que tem aumentado de forma significativa.

Não tenha medo, busque a ajuda de profissionais capacitados. E lembre-se: cuidar da saúde do seu cérebro começa sempre com boas decisões.

COMPARTILHAR
Daniela Malagoli
Graduada em Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mestranda do Programa da Pós-Graduação em Tecnologias, Comunicação e Educação (Faculdade de Educação) da UFU. Apresentadora de telejornal, consultora de comunicação e colunista do Blog MeuCérebro.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here