Boa notícia para quem gosta de dormir: pesquisa do sono mostra que os estudantes devem ir para a escola ou universidade mais tarde. Nos EUA, isso já é realidade.

Adora dormir? É um sofrimento ter que acordar cedo para ir à escola ou faculdade? Tem notícia boa para os “zumbis” de plantão: a conclusão de um estudo recente é a de que os atuais horários de início das aulas estão prejudicando a aprendizagem e a saúde dos estudantes.

Para crianças com 10 anos, o horário ideal seria a partir das 08h30; 10h para adolescentes com 16 anos, e para aqueles com 18, as aulas começariam às 11h da manhã. O principal ponto da pesquisa é a curta duração do sono e a privação crônica do mesmo, que interfere de forma significativa no processo de aprendizagem. O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, Escola de Medicina de Harvard e Universidade de Nevada, e tem origem na análise mais aprofundada do chamado “relógio biológico” e os genes relacionados ao ciclo do sono diário.

É justamente durante a adolescência que a disparidade entre os ritmos circadianos e o típico dia de trabalho se torna perceptível. Os primeiros determinam nossas horas ótimas de trabalho e concentração, que nos adolescentes costumam ocorrer 3 horas mais tarde. Essas mudanças genéticas nos padrões de sono foram usadas ​​para determinar os horários otimizados para o aprendizado e promoção da saúde.

Parece que o assunto não é novidade nos Estados Unidos. O Departamento de Saúde do país também publicou recentemente um artigo a favor de mudar os horários de início das aulas, e que acabou saindo do papel. Por lá parece que as descobertas neurocientíficas recebem a devida atenção. Com certeza, esse é um assunto que merece ser acompanhado.

Sobre o Mentor

Daniela Malagoli

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mestre em Comunicação Pública da Ciência, também pela UFU. Atualmente é mentora de comunicação para profissionais de saúde e jornalista do site Meu Cérebro. Produz artigos científicos, reportagens e entrevistas com especialistas.

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