Este é o primeiro dicionário com termos que iniciam com ‘neuro’. Já foram adicionadas 57 palavras com uma breve explicação e significado. O objetivo é manter sempre atualizado o nosso neurodicionário. Comente e dê sugestões!

  1. NEURO-ONCOLOGIA: especialidade médica dedicada ao tratamento de pacientes com câncer cerebral e de outras partes o sistema nervoso. Também auxilia pessoas com complicações neurológicas por conta do câncer ou de terapias contra a doença.

  2. NEUROANATOMIA: é o ramo da ciência responsável pelo estudo da estrutura e função do sistema nervoso, central e periférico. Enquanto a neuroanatomia clássica estuda a forma e os limites das estruturas neurais, a neuroanatomia funcional relaciona esses aspectos com as funções de cada segmento ou estrutura.

  3. NEUROAPRENDIZAGEM: método de aprendizagem que busca facilitar a incorporação do conhecimento e aprimorar a velocidade da recuperação das informações. É o ato de aprender estando pautado por conhecimentos relacionados às neurociências, ao cérebro e como ele aprende.

  4. NEURÓBICA: conjunto de práticas baseadas em exercícios mentais e motores, cujo intuito é “exercitar neurônios” para aprimorar o cérebro e torná-lo mais eficiente e saudável. Exemplo: se o costume é escovar os dentes com a mão direita, experimente fazê-lo com a mão esquerda.

  5. NEUROBIOLOGIA: o estudo das células do sistema nervoso e a organização delas em circuitos funcionais que processam informações e mediam o comportamento. Disciplina da biologia que estuda o sistema nervoso.

  6. NEUROBIÓLOGO: pesquisador focado em estudar as células do sistema nervoso e a organização delas em circuitos funcionais que processam informações e mediam o comportamento. Profissional da neurobiologia.

  7. NEUROCIÊNCIA: estudo do sistema nervoso (encéfalo, medula espinhal e nervos), suas funcionalidades e possíveis alterações ao longo da vida. Subdivide-se em diversos campos, como a neurofisiologia e a neuroanatomia.

  8. NEUROCIENTISTA: profissional focado em compreender o sistema nervoso, em especial o cérebro, e as funções mentais do ponto de vista orgânico. Também investiga laboratorialmente distúrbios neurológicos, psiquiátricos, neurodesenvolvimentais e comportamentais. Em linhas gerais, investiga cientificamente diferentes aspectos do sistema nervoso.

  9. NEUROCIRURGIA: uma especialidade médica cirúrgica que atua no diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças neurológicas por meio da atuação do neurocirurgião. A neurocirurgia pode ser o caminho para tratar pessoas vítimas, por exemplo, de traumatismos cranianos, tumores encefálicos e medulares, aneurismas cerebrais, malformações e distúrbios da coluna e do crânio.

  10. NEUROCISTICERCOSE: quando ocorre o acometimento do sistema nervoso central a partir de uma cisticercose (infecção causada pela ingestão de carne suína contaminada por cisticerco).

  11. NEURODESENVOLVIMENTO: formação do sistema nervoso, desde o período gestacional. Desenvolvimento do cérebro e das vias neurológicas que influenciam o funcionamento do cérebro e seu desempenho, como a capacidade de leitura, memória e habilidades sociais.

  12. NEUROECONOMIA: Um campo de pesquisa que envolve economia, neurociência e psicologia, com o objetivo de identificar como fazemos escolhas. A ideia é observar a atividade neural pra perceber como nossa mente toma decisões econômicas.

  13. NEUROEDUCAÇÃO: campo de estudo que utiliza as descobertas mais recentes da neurociência, psicologia e ciência cognitiva para instruir a educação e estratégias de ensino.

  14. NEUROEIXO: parte central do sistema nervoso, mais conhecida como sistema nervoso central. Compreende o encéfalo e a medula espinhal.

  15. NEUROENDÓCRINO: termo geralmente usado para se referir a fenômenos hormonais relacionados à questões neurológicas, como por exemplo os atrasos no crescimento.

  16. NEUROEPITÉLIO: camadas de células especializadas na recepção de estímulos sensoriais e que também participam do revestimento. Estão, por exemplo, nos ouvidos internos e papilas gustativas.

  17. NEUROFEEDBACK: também denominada de neuromodulação autorregulatória, neuroterapia, neurobiofeedback ou EEG biofeedback, é uma técnica minimamente invasiva e indolor que utiliza métodos diversos, como a eletroencefalografia (EEG), exibidos em tempo real, a fim de monitorar a atividade cerebral. Defende que o próprio paciente pode treinar a mente para funcionar de forma mais equilibrada, a partir do momento em que a análise das atividades do cérebro, por meio de exames, permite identificar padrões de ondas cerebrais ligados a sintomas, como dificuldade de concentração.

  18. NEUROFIBROMATOSE: conjunto de doenças genéticas que acometem a pele e o sistema nervoso. Também conhecida como doença de von Recklinghausen. Um dos sinais mais típicos consiste no aparecimento de nódulos e tumorações na pele, de tamanho variável.

  19. NEUROFISIOLOGIA: é o ramo da fisiologia que estuda como o sistema nervoso funciona. Pertence à neurociência. Dentre outras coisas, estuda os neurônios e seus comportamentos do ponto de vista eletroquímico.

  20. NEUROGÊNESE: processo de formação de novos neurônios no cérebro que, segundo descobertas científicas, acontece não só durante a gestação, mas também na fase adulta.

  21. NEURÓGLIA: também conhecida como células da glia, gliócitos, nevróglia ou simplesmente glia, é constituída por células não neuronais mas que também formam o tecido nervoso. Algumas de suas funções é isolar os neurônios uns dos outros, protegê-los e sustentá-los, evitando interferências na condução dos impulsos nervosos.

  22. NEUROHIPÓFISE: parte mais posterior da hipófise caracterizada por sua origem neural. Não produz hormônios, apenas armazena e os libera na corrente sanguínea após serem sintetizados no hipotálamo. São eles: a ocitocina e o hormônio antidiurético (ADH).

  23. NEUROINTENSIVISMO: subespecialidade médica que envolve conhecimentos avançados e integrados de terapia intensiva, neurologia e neurocirurgia. O neurointensivista lança mão de cuidados intensivos neurológicos, e monitorização contínua, para tratar disfunções graves do sistema nervoso em um ambiente apropriado, como é o caso da UTI. Exemplos de doenças que requerem esse tipo de cuidado são aquelas que cursam com edema e hipóxia cerebrais significativos.

  24. NEUROLÉPTICO: droga utilizada no tratamento de transtornos psicóticos, como a esquizofrenia. O principal efeito dos neurolépticos alia sedação e/ou alteração da psicomotricidade.

  25. NEUROLOGIA: é o ramo da ciência que estuda o sistema nervoso e suas afecções. A Neurologia também pode ser entendida como uma especialidade da medicina que lida com as doenças estruturais do sistema nervoso central (composto pelo encéfalo e pela medula espinhal) e do sistema nervoso periférico (composto pelos nervos e músculos), bem como de seus envoltórios (as meninges). Foca no diagnóstico e tratamento dessas doenças.

  26. NEUROLOGISTA: médico especializado no tratamento de doenças, distúrbios e lesões do sistema nervoso (encéfalo e medula espinhal).

  27. NEUROMA: uma tumoração ou espessamento de um nervo. Tipo de tumor neural que, na maioria dos casos, é benigno.

  28. NEUROMARKETING: um campo de estudo recente do marketing, caracterizado pela incorporação de conceitos da neurociência. Utiliza mecanismos de medição da atividade cerebral, como exames de imagem, para entender como é construído o interesse dos consumidores, bem como suas predileções e respostas a produtos, embalagens e publicidades, por exemplo.

  29. NEUROMETRIA: metodologia para realizar análise funcional e treinamento do sistema nervoso autonômico e cognição. O objetivo é melhorar a saúde física e mental, além de desenvolver a alta performance.

  30. NEUROMODULADOR: substância química liberada por neurônios no sistema nervoso periférico ou central, capaz de prolongar ou reduzir o efeito de um neurotransmissor. Diz-se do objeto ou estrutura capaz de modular a função do sistema nervoso.

  31. NEURÔNIO: Também denominado de célula nervosa, o neurônio é a unidade funcional característica do sistema nervoso (encéfalo, medula espinhal e nervos). É graças à interação entre os neurônios que sentimos e percebemos o que acontece dentro e fora de nós; também através deles enviamos comandos para os músculos, agimos, pensamos, memorizamos e aprendemos.

  32. NEUROPALEONTOLOGIA: junção de neuro (que remete ao sistema nervoso) com paleontologia (estudos sobre animais e plantas fossilizados). É a ciência que estuda a evolução do cérebro e sistema nervoso a partir da análise de fósseis.

  33. NEUROPATIA: doença neural, patologia do sistema nervoso.

  34. NEUROPATIA PERIFÉRICA: doença do sistema nervoso periférico. Acomete os nervos, afetando os órgãos efetores a eles interligados, como músculos e receptores periférico. Pode provocar, dentre outras coisas, perda da sensibilidade e atrofia muscular.

  35. NEUROPEDIATRIA: especialidade da medicina que estuda, diagnostica e trata distúrbios do sistemas nervosos central e periférico das crianças. O especialista na área, o neuropediatra, atua em patologias como epilepsia infantil e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), por exemplo.

  36. NEUROPEPTÍDEO: pequena substância proteica produzida e liberada pelos neurônios. Classe mais diversificada de moléculas de sinalização no cérebro, envolvidas em várias funções neurofisiológicas, inclusive no processo de neurotransmissão.

  37. NEUROPERSUASÃO: modalidade de técnica de persuasão que atua nas zonas neurais de uma pessoa. Técnica de convencimento que envolve o conhecimento de neurociência.

  38. NEUROPLASTICIDADE: propriedade do sistema nervoso de se modificar estrutural e funcionalmente, ao longo da vida do ser humano, em resposta às influências externas a ele. Processo fortemente relacionado com a aprendizagem.

  39. NEUROPRAXIA: também conhecida como neurapraxia, é uma das formas mais brandas de lesão do nervo, de acordo com a classificação de Seddon. Costuma se apresentar como uma paralisia temporária.

  40. NEUROPSICOFARMACOLOGIA: ciência que examina os efeitos de drogas no cérebro e na mente de uma pessoa, capazes de alterar seu comportamento. Para isso, alia neurociência com psicofarmacologia.

  41. NEUROPSICOLOGIA: subespecialidade da psicologia e da neurologia que busca compreender a relação entre os aspectos orgânicos do cérebro, o funcionamento da mente e o comportamento, especialmente o aspecto cognitivo do ser humano.

  42. NEUROPSICÓLOGO: Psicólogo especializado em compreender como estruturas e sistemas cerebrais estão relacionados ao comportamento e ao pensamento.

  43. NEUROPSICOPEDAGOGIA: ciência transdisciplinar que aposta na aplicação de conhecimentos das neurociências, em especial da neuropsicologia, à educação. Estuda mais enfaticamente a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana.

  44. NEUROPSIQUIATRA: médico especializado em compreender a relação entre distúrbios neurológicos e transtornos mentais. Trata pacientes que apresentam problemas psiquiátricos aliados a distúrbios do sistema nervoso.

  45. NEUROPSIQUIATRIA: subespecialidade da medicina que foca na relação entre distúrbios neurológicos e transtornos mentais. Especialistas na área tratam pacientes que apresentam tanto problemas psiquiátricos, quanto distúrbios orgânicos do sistema nervoso (lesão ou doença).

  46. NEUROQUÍMICA: estudo das identidades, estruturas e funções de compostos (neuroquímicos) que são gerados e modulam o sistema nervoso. Exemplos de compostos neuroquímicos: ocitocina e dopamina.

  47. NEURORECEPTOR: ponto de ligação dos neurotransmissores e encontrado na membrana plasmática dos neurônios.

  48. NEUROSE: do ponto de vista da psicologia, é uma perturbação funcional em órgãos intactos, considerada de origem nervosa. Em outras palavras, um conjunto de problemas de origem psíquica que conservam a referência à realidade, ligam-se a situações circunscritas e geram perturbações sensoriais, motoras, emocionais e/ou vegetativas.

  49. NEUROSSÍFILIS: infecção grave que afeta o cérebro e pode acometer a medula espinhal. Desenvolve-se em pessoas portadores de sífilis que passam anos sem tratar o problema, desde a infecção inicial. Uma complicação grave da sífilis que se dá quando o Treponema pallidum invade o sistema nervoso.

  50. NEUROTÍPICO: denominação utilizada para se referir ao indivíduo que aparentemente não é acometido por nenhuma psicopatologia, transtorno ou deficiência intelectual. Além da psicologia e psiquiatria, o termo pode ser estendido à neurologia, fazendo referência às pessoa sem doenças neurológicas aparentes.

  51. NEUROTMESE: lesão axonal, ou seja, da fibra nervosa, no sistema nervoso periférico, caracterizada por ruptura parcial ou total. A recuperação é imprevisível mesmo após cirurgia.

  52. NEURÓTOMO: [1] Bisturi especial utilizado na dissecção de um nervo. [2] Parte do sistema nervoso embrionário que corresponde a um metâmero.

  53. NEUROTÓXICO: substância química capaz de lesar o sistema nervoso e prejudicar seu funcionamento normal.

  54. NEUROTRANSMISSOR: Molécula produzida por células do sistema nervoso para transmitir mensagens entre os neurônios ou dos neurônios para órgãos efetores como músculos e glândulas. Saiba mais sobre o assunto clicando aqui.

  55. NEUROVASCULAR: aquilo que se relaciona ou envolve o sistema nervoso e os vasos sanguíneos a ele associados.

  56. NEUROVEGETATIVO: termo que designa funções vitais básicas e sob controle do sistema nervoso. Parte do sistema nervoso relacionada ao controle da vida vegetativa: funções autonômicas como respiração, circulação do sangue e digestão.

  57. NEUROVISÃO: estudo que analisa o processamento cerebral da informação captada pelos olhos.

Esse artigo foi produzido com o auxílio e revisão de Leonardo Faria.

Sobre o Mentor

Letícia Brito

Estudante de Comunicação Social - habilitação em Jornalismo, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Estagiária de reportagem em TV, apresentadora de boletim de notícias e colunista do MeuCérebro.

Artigos do Mentor