Conheça os principais tipos de hipnose que funcionam na prática

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Os principais tipos de hipnose

Você pôde avaliar no artigo sobre o que é hipnose que ela realmente funciona. Definida como uma indução guiada por um profissional habilitado, na qual o paciente experimenta vários estados de consciência, a hipnose é caracterizada por estado alterado de percepção. Agora, a ideia é explicar melhor quais os principais tipos de hipnose.

Basta uma rápida pesquisa na internet para perceber a infinidade de técnicas existentes quando o assunto é hipnose. Para facilitar, vamos apontar os três tipos mais comumente descritos por estudiosos da área.

Vale lembrar que a hipnose vai além daquela situação típica em que um pêndulo é balançado à frente da pessoa até que ela fique hipnotizada. Até que ela deixe de responder por conta própria e se torne completamente manipulável. Aliás, a hipnose é repleta de mitos.

Hipnose clássica

Esse tipo de hipnose é conhecida pelo método em que a pessoa fica suscetível às sugestões diretas do hipnólogo. É preciso verificar, por meio de testes, a suscetibilidade do paciente nesse processo de atingir a atenção focada ao objeto de análise.

Na hipnose clássica, existe a figura do hipnotizador. Este conduz o paciente ao estado de transe, utilizando métodos específicos, levando-o ao estado de atenção seletiva para o objeto de análise em questão.

Hipnose Ericksoniana

Foi desenvolvida pelo psiquiatra Milton Hyland Erickson, vítima de uma poliomelite que lhe causou severa paralisia. Segundo relatos, Milton tinha uma relação de proximidade com a hipnose e, por conta da experiência com problemas de saúde, acreditava que os pacientes e as técnicas precisavam estar em consonância. Estas precisavam se adaptar à realidade de cada indivíduo.

A hipnose ericksoniana é conhecida por não usar a sugestão. Em vez disso, o profissional se adapta à linguagem e à personalidade do paciente, instituindo a sua linha de ação a partir desse contexto. Para cada pessoa, há um tipo de hipnose.

Estudiosos desse tipo de hipnose entendem que é possível ampliar o autoconhecimento, utilizar as informações e as experiências colhidas durante o processo para modificar situações indesejáveis. A hipnose ericksoniana adota histórias, jogos, palavras e outras ferramentas auxiliares no trabalho de hipnose.

Auto-hipnose é possível?

Auto-hipnose é uma das formas de hipnose

Existem discussões sobre a possibilidade real de se auto-hipnotizar. O Instituto Brasileiro de Hipnologia não recomenda tal prática; até alega não ser possível realizá-la por conta própria, pois a pessoa vai acabar racionalizando, inevitavelmente, pensamentos e imaginações.

O instituto, no entanto, faz a ressalva de que com anos de treinamento e meditação é possível. Como exemplo entende que algumas práticas realizadas por monges poderiam ser sim consideradas de auto-hipnose.

Os que consideram a auto-hipnose um dos tipos de hipnose alegam que ela pode servir a muitos fins, como relaxamento, solução de problemas, aprendizagem e melhorar assimilação da realidade. Os mais “radicais” entendem que toda forma de hipnose acaba sendo, em última instância, uma auto-hipnose.

Quem pode hipnotizar?

Além dos tipos de hipnose que citamos aqui, são descritos ainda vários outros tipos de processos hipnóticos. O intuito deste artigo não foi se debruçar sobre os inúmeros tipos de hipnose e nem delongar nas discussões acerca da eficácia dos mesmos, mas sim elencar as principais modalidades dessa ferramenta já amplamente utilizada por profissionais, especialmente na área da saúde.

A hipnose é um instrumento diagnóstico e terapêutico que deve ser executado tão somente por profissionais devidamente qualificados. Como terapia, pode ser praticada por médicos, odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, em suas estritas áreas de atuação.

Quando se trata de profissionais que não tenham formação na área da saúde, o hipnoterapeuta deve possuir um curso de capacitação técnica em hipnose clínica e estar inscrito em pelo menos um órgão normativo como a Associação Nacional dos Terapeutas.

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Daniela Malagoli
Graduada em Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mestranda do Programa da Pós-Graduação em Tecnologias, Comunicação e Educação (Faculdade de Educação) da UFU. Apresentadora de telejornal, consultora de comunicação e colunista do Blog MeuCérebro.

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