Ressonância do cérebro prevê sucesso da terapia com antipsicóticos

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Fonte: www.nature.com
Fonte: www.nature.com

Pesquisadores descobriram que exames de imagem cerebrais podem ser usados para prever a resposta dos pacientes ao tratamento com drogas antipsicóticas. Os resultados foram publicados na última edição online do American Journal of Psychiatry.

Transtornos psicóticos, como esquizofrenia e transtorno bipolar, são caracterizados por delírios, alucinações, pensamentos e comportamentos desorganizados. Acredita-se que ocorram em até 3% da população e são uma das principais causas de incapacidade no mundo. Episódios psicóticos são atualmente tratados com medicamentos antipsicóticos, geralmente administrados sem a orientação de testes laboratoriais ou exames de imagem do cérebro, tais como a ressonância magnética funcional (fMRI).

Os médicos costumam usar o método da “tentativa e erro” na escolha desse tipo de tratamento; na realidade, eles não sabem se os pacientes vão responder bem. Isso gera ansiedade na equipe médica, familiares e até nos próprios pacientes, quando estes estão conscientes de suas condições.

O estudo

Pesquisadores utilizaram fMRIs obtidas antes do tratamento para prever a resposta final em relação aos medicamentos administrados para pacientes que sofreram o primeiro episódio de esquizofrenia. Padrões de conectividade em uma região do cérebro chamada estriado, que tende a ser atípica em pacientes que sofrem de distúrbios psicóticos, foram usados para criar um índice. Este índice previu de forma significativa se os sintomas psicóticos realmente diminuíram nos pacientes estudados após a terapia medicamentosa.

“Este estudo é o primeiro a relatar uma medida derivada da fMRI que tem um valor preditivo validado para um grupo de pacientes tratados com antipsicóticos”, disse Deepak Sarpal, principal autor do estudo. Ele complementa dizendo que os resultados encontrados a partir deste estudo abrem as portas para uma psiquiatria mais baseada em evidências, uma tendência global em toda a medicina contemporânea.

Via Science Daily.

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